1982, a explosão cambriana da música eletrônica para dançar

Capa do vídeo "1982, a explosão cambriana da música eletrônica para dançar", da série Políticas da pista de dança, Studio Inquieto
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Se 1977 foi o Big Bang, 1982 foi a explosão cambriana da música eletrônica para dançar.

Em poucos anos, aquela ruptura de I Feel Love, de Donna Summer e Giorgio Moroder, começou a se multiplicar em espécies diferentes: electro, synth-pop, pós-disco, industrial, além de híbridos que ainda nem tinham um nome muito claro.

Eu era adolescente, morava em Brasília e ouvia programas de dance music no rádio quando “Planet Rock”, de Afrika Bambaataa & Soulsonic Force, apareceu. Foi um choque. Outro dia, tocou “Sex Dwarf”, do Soft Cell. As duas me provocaram exatamente a mesma reação: que porra é essa?

E 1982 ainda tinha Man Parrish, cujo hit “Hip Hop Be bop” foi um ícone do electro funk invisibilizado e tanta, mas tanta coisa boa que um vídeo só é insuficiente para falar deste ano.

Máquinas, sintetizadores e drum machines já estavam criando genealogias que atravessariam house, techno, hip-hop e boa parte da música pop das décadas seguintes.

Quarenta e quatro anos depois, o mais impressionante é ouvir 1982 e perceber quanta coisa ali ainda parece moderna.

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