Políticas da pista de dança

políticas da pista de dança.

Ouvi Planet Rock pela primeira vez em 1982, adolescente, no programa Dancing Nights da Transamérica FM. Depois fui DJ e organizador de festas em Brasília, e hoje leio a pista com o olhar que uso na arquitetura: quem ocupa o espaço e quem fica do lado de fora.

Os vídeos daqui vão da formação da dance music eletrônica, entre o fim dos anos 1970 e 1982, às festas de música eletrônica da FAU UnB, entre 1995 e 1997.

Textos e vídeos

Capa do vídeo "A disco morreu em 1979, mas esqueceram de combinar com os gays", da série Políticas da pista de dança, Studio Inquieto

A disco morreu em 1979, mas esqueceram de combinar com os gays

Em 1979, declararam a disco music morta, mas esqueceram de combinar com os gays. Entre São Francisco e Nova York, artistas, DJs, clubes e selos independentes sustentavam uma rede em que música eletrônica, desejo e experimentação circulavam juntos. Patrick Cowley levou essa energia dos remixes às trilhas de filmes pornôs e aos sucessos de Sylvester e Paul Parker.

Capa do vídeo "Electro-funk: a convergência que chegou a “Planet Rock”", da série Políticas da pista de dança, Studio Inquieto

Electro-funk: a convergência que chegou a “Planet Rock”

Neste vídeo sobre os caminhos da música eletrônica para dançar entre 1977 e 1982, o assunto é o electro-funk. Entendo que o electro nasceu de uma convergência musical e cultural que vinha sendo construída havia anos. De um lado, o funk negro norte-americano incorporava baterias eletrônicas, sintetizadores e baixos sintéticos.

Capa do vídeo "Disco music eletrônica, 1976 a 1978", da série Políticas da pista de dança, Studio Inquieto

Disco music eletrônica, 1976 a 1978

O futuro não começou do zero em “I Feel Love”, mas, em 1977, alguma coisa explodiu. Sintetizadores e baterias eletrônicas já tinham décadas de vida e circulavam pelo funk, soul e disco. De coadjuvantes, começavam a virar protagonistas.

Capa do vídeo "1982, a explosão cambriana da música eletrônica para dançar", da série Políticas da pista de dança, Studio Inquieto

1982, a explosão cambriana da música eletrônica para dançar

Se 1977 foi o Big Bang, 1982 foi a explosão cambriana da música eletrônica para dançar. Em poucos anos, aquela ruptura de I Feel Love, de Donna Summer e Giorgio Moroder, começou a se multiplicar em espécies diferentes: electro, synth-pop, pós-disco, industrial, além de híbridos que ainda nem tinham um nome muito claro.

Capa do vídeo "1977, o ano em que o futuro começou a dançar", da série Políticas da pista de dança, Studio Inquieto

1977, o ano em que o futuro começou a dançar

"I Feel Love" de Donna Summer e Giorgio Moroder foi consagrada como o pilar da disco music eletrônica e fundante para o que viria depois. Mas talvez deixar Donna e Giorgio sozinhos decidindo as pistas do futuro não seria justo com a cena daquela época.